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Piraí - Os moradores de Piraí, em praticamente todos os bairros, vêm sentindo na pele uma realidade que por muito tempo esteve mais associada às áreas periféricas e à zona rural do município: A falta constante de energia elétrica. O cenário atual marca um dos momentos mais críticos da história recente do fornecimento de energia na cidade. O município, que por anos foi citado como referência na qualidade dos serviços prestados pela Light, vive hoje o que moradores classificam como a pior crise no abastecimento elétrico. Apagões frequentes, demora no atendimento às ocorrências e ausência de respostas claras têm gerado revolta, insegurança e prejuízos em toda a cidade.
Entre os principais problemas apontados estão a precariedade da rede elétrica, composta em grande parte por fios e estruturas instalados ainda na década de 1970, a baixa oferta de carga para uma população que cresceu sem o devido acompanhamento da concessionária, além da falta de podas preventivas e de investimentos suficientes em equipes de emergência e capacitação técnica. O resultado é um sistema fragilizado, incapaz de responder a eventos climáticos e à demanda atual.
A situação se agrava diante do cenário institucional da empresa. A concessão da Light se aproxima do fim, previsto para o meio do ano, enquanto circulam informações sobre articulações em Brasília para uma possível renovação antecipada do contrato. Esse contexto aumenta a apreensão da população, que teme a continuidade de um serviço considerado deficiente.
Nas redes sociais, multiplicam-se relatos de moradores afetados. Há registros de idosos e crianças passando mal em razão do calor e da falta de energia, comerciantes contabilizando prejuízos com perdas de mercadorias e equipamentos, além de situações descritas como caóticas por quem depende do fornecimento contínuo para trabalhar ou manter tratamentos de saúde.
Os impactos não se restringem a Piraí. Reclamações semelhantes se espalham por toda a região atendida pela concessionária. Moradores também reconhecem que os próprios funcionários da Light enfrentam dificuldades, atuando com equipes reduzidas, sobrecarga de trabalho e pressão constante para atender a uma demanda que cresce a cada dia.
O sentimento predominante é de indignação e abandono. A população questiona até quando terá de conviver com a instabilidade no fornecimento de um serviço essencial, pago a de alto custo. Em meio às críticas, surge uma pergunta que ecoa entre os Piraienses: Será que a reputação e a imagem da Light morrerão afogadas nas águas do Rio Piraí, cuja história está intimamente atrelada já que ali, é a sua fonte de geração de energia? Enquanto respostas não chegam e soluções efetivas não são implementadas, Piraí segue vivendo dias de incerteza, à espera de um serviço que deveria ser básico, confiável e contínuo.
Por: Charles Barizon - Direto da Redação
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