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Piraí - Uma operação conjunta entre policiais do Programa Segurança Presente, o serviço reservado do 10º Batalhão da Polícia Militar e policiais civis da 94ª Delegacia de Polícia resultou, na tarde de ontem (16/04), na prisão de um homem de 35 anos, no bairro Asilo, em Piraí, condenado por estuprar a enteada, de 6 anos, e obrigar o irmão da criança, um menino de 5 anos, a assistir a violência.
Os crimes ocorreram durante dois anos, em Piraí, e só foram descobertos em 2022, quando o menino relatou os episódios na escola, o que levou à comunicação às autoridades e à abertura do inquérito policial. No mesmo ano, a mãe das crianças se separou do acusado, que aproveitava os momentos em que ficava sozinho com os enteados para praticar a violência.
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— Estamos diante de um caso repugnante, que envolve abuso sexual e violência psicológica contra duas crianças indefesas. Segundo as investigações, o padrasto obrigava os menores a assistirem vídeos impróprios de conteúdo adulto e estuprava a menina na frente do irmão, causando também forte abalo psicológico na outra criança — contou o delegado Antonio Furtado.
Após a investigação, o homem foi denunciado pelo Ministério Público e, em 2025, condenado pela Justiça a 28 anos e 3 meses de prisão, por estupro de vulnerável e por induzir o menino a presenciar o abuso. Desde março de 2026, quando a ordem de prisão foi expedida, o padrasto estava foragido de Piraí.
— Há um mês esse condenado era procurado pelas polícias. Ontem, descobrimos que ele iria a Piraí visitar a atual esposa no bairro Asilo e agimos rapidamente para garantir o cumprimento da decisão judicial. Esse tipo de criminoso não pode permanecer em liberdade. As atrocidades que praticam traumatizam as vítimas pela vida toda — explicou o delegado Antonio Furtado.
O preso será transferido, ainda hoje, para a Casa de Custódia do bairro Roma, em Volta Redonda, onde passará por audiência e deverá cumprir a pena em regime fechado.
— Tenho convicção de que ele não se livrará da cadeia. A pena alta imposta foi exemplar. Em Piraí, não existe impunidade para quem pratica violência contra crianças. Nosso compromisso é proteger as vítimas e fazer os criminosos pagarem. Isso se chama Justiça — concluiu o delegado Antonio Furtado.
Com informações da 94ª DP
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