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Piraí - Em uma iniciativa inédita no município, a Gestão de Promoção da Igualdade Racial, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, lança livros digitais voltados à educação antirracista, resgatando a memória de Dona Basila, figura emblemática da região e valorizando o Jongo de Arrozal, patrimônio histórico Imaterial e cultural.
O projeto representa um avanço concreto no enfrentamento ao racismo estrutural por meio da educação. A proposta foi aprovada pela Coordenação de Educação das Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação, consolidando-se como uma ação estratégica que conecta conhecimento, identidade e transformação social.
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O material foi produzido pelo gestor Willians Falcão Manoel, conhecido como Barão do Piraí, que apresentou a proposta ao coordenador e professor Cadu. A iniciativa se destaca pela abordagem pedagógica sensível, potente e profundamente conectada com a realidade local. Esse material será disponibilizado aos gestores da educação, ampliando seu alcance e fortalecendo sua aplicação nas práticas pedagógicas.
EDUCAÇÃO QUE TRANSFORMA E EMPODERA
Com forte potencial de impacto, os livros serão incorporados às práticas pedagógicas das escolas do município, promovendo o letramento racial entre crianças, jovens e adultos. A proposta vai além do ensino tradicional: provoca reflexão, fortalece identidades e amplia a consciência histórica.
Ao resgatar histórias do Vale do Café Fluminense, o projeto dá visibilidade a saberes ancestrais e reposiciona a população negra como protagonista de sua própria história, rompendo silenciamentos históricos e construindo novas narrativas baseadas no respeito e na valorização cultural.
O Jongo, expressão viva da cultura de matriz africana, surge como eixo central dessa construção, conectando passado e presente por meio da oralidade, da dança e da memória coletiva.
COMPROMISSO COM A LEI E COM O FUTURO
Alinhado à Lei nº 10.639/2003 e à Lei nº 11.645/2008, o projeto fortalece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas. Mais do que cumprir a legislação, a iniciativa qualifica sua aplicação ao oferecer conteúdos contextualizados, regionais e socialmente relevantes.
UM MARCO PARA PIRAÍ E PARA O BRASIL
A proposta ultrapassa os limites do município e se apresenta como um modelo de educação antirracista, capaz de inspirar outras cidades a investirem em políticas públicas voltadas à valorização da diversidade, da história e da identidade de seus povos.
A iniciativa se consolida como referência em políticas públicas de educação antirracista. Ao valorizar figuras como Dona Basila e tradições como o Jongo de Arrozal, o município reafirma seu compromisso com a preservação da memória, o fortalecimento cultural e a construção de uma sociedade mais equitativa.
Direto da Redação
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