Escrevo este artigo movido por indignação, tristeza e sobretudo, responsabilidade. A proteção aos animais não é um tema secundário, nem um assunto restrito a grupos específicos. Ela é um reflexo direto do tipo de sociedade que estamos construindo e do valor que damos à vida, em todas as suas formas.
 
Recentemente, o país foi abalado pelo caso do cão Orelha, brutalmente assassinado por  adolescentes em Santa Catarina. Um episódio cruel, que causou comoção nacional e levantou um alerta que não pode ser ignorado. Não se trata apenas da morte de um animal indefeso, mas de um sinal grave de violência, insensibilidade e falha coletiva. Quando um ato como esse acontece, toda a sociedade precisa parar e refletir.
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A violência contra animais não nasce do nada. Ela está ligada à ausência de empatia, à naturalização da crueldade e à falta de educação emocional e social. Estudos e especialistas são claros ao apontar que maus-tratos a animais muitas vezes antecedem outras formas de violência. Ignorar isso é fechar os olhos para um problema que pode crescer e se tornar ainda mais grave.
 
Proteger os animais é um dever ético, legal e humano. É garantir que leis sejam cumpridas, que denúncias sejam levadas a sério e que políticas públicas de proteção animal sejam fortalecidas. Mas é também educar, orientar e formar cidadãos mais conscientes desde a infância, ensinando respeito, cuidado e responsabilidade.
 
O caso do cão Orelha não pode ser apenas mais uma notícia que se perde com o tempo. Ele precisa servir como um marco para mudanças reais. Precisamos cobrar ações efetivas das autoridades responsáveis, apoiar o trabalho de protetores independentes e organizações, incentivar a guarda responsável e combater, com firmeza, qualquer forma de maus-tratos. Assim como estamos fazendo em Piraí. 
 
Defender os animais é defender a vida. É afirmar que a crueldade não pode ser tolerada, relativizada ou esquecida.