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A menopausa, por muito tempo, foi reconhecida como uma fase de muitas mudanças, que inclui ondas de calor, alterações de humor e insônia. Mas a medicina está mudando um pouco esse foco. De acordo com o Dr. Arthur Victor de Carvalho, médico especialista em menopausa, lipedema e modulação hormonal: “A menopausa não é só uma fase de calorão e alteração de humor. Ela marca uma mudança metabólica importante.
A partir daí, a mulher pode ganhar mais gordura visceral, perder massa magra, piorar a sensibilidade à insulina, elevar a pressão arterial e entrar em um terreno de risco que muitas vezes ninguém explica com clareza.” De acordo com um estudo publicado na eBioMedicine, a menopausa está associada a alterações no metabolismo pós-prandial, na saúde intestinal e em aspectos cardiometabólicos.
Ou seja, trata-se de uma condição muito mais ampla do que a visão tradicional costumava admitir. Além disso, essa transição também influencia o envelhecimento biológico, cardiovascular, imunológico e cerebral. As mudanças que aparecem no corpo nessa fase A queda do hormônio chamado estrogênio acaba desequilibrando o ciclo menstrual, a saúde óssea e a distribuição da gordura corporal.
Quando isso acontece, o corpo sente e muda. A energia pode diminuir, o peso pode aumentar e o sono pode piorar. Segundo o Dr. Arthur, estudos publicados em 2026 reforçam que a menopausa aumenta o risco de doenças cardiometabólicas. O médico Arthur Victor de Carvalho comenta: “Quando a mulher passa pela menopausa, o corpo muda de prioridade metabólica. E, se ninguém intervém com alimentação, treino, sono e ajuste hormonal, quando indicado, ela pode perder músculo e ganhar justamente o tipo de gordura que mais compromete a saúde cardiovascular.”
Como já conversamos por aqui, na coluna Entre nós, mulheres, a menopausa pode ser uma janela de oportunidade, e não apenas uma fase de transição marcada por desconfortos. Essa etapa pode ser vista como um momento de autocuidado e de olhar atento para que condições como hipertensão, diabetes e obesidade visceral, por exemplo, para não se tornem problemas mais graves.
O Dr. Arthur Carvalho conclui: “A mulher de meia-idade não precisa ser tratada apenas quando já está cansada, hipertensa, com gordura abdominal e metabolismo comprometido. A grande virada é entender que a menopausa é um momento de prevenção real. O que for feito corretamente nessa fase pode mudar a saúde dos próximos 20 ou 30 anos.” Fonte: A menopausa está associada ao metabolismo pós-prandial, saúde metabólica e estilo de vida: O estudo ZOE PREDICT - ScienceDirect
Por Simone Benvindo
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