No próximo dia 4 de outubro, independentemente da sua crença, da sua cor, da sua preferência de time, da sua ideologia, do seu sexo ou da sua visão de mundo, você vai à urna eletrônica para expressar a sua vontade e o seu desejo por meio do voto. O voto é livre, é secreto e faz parte da democracia. Ele é a sua principal possibilidade de colaborar por um país melhor, por um estado mais seguro e por uma cidade que lhe dê orgulho de morar.

Pode parecer pouco, mas eu tenho convicção de que cada voto vale e de que todos são importantes. E, nesta eleição, vejo várias particularidades que merecem a nossa atenção. O voto para presidente, por exemplo, está polarizado e ninguém sabe ao certo como a disputa vai terminar. Seja quem for o próximo presidente, acredito que o desafio de governar será imenso, porque a situação da economia e principalmente, da segurança pública vão pesar muito sobre o futuro governo.

Mas existem três votos que, na minha visão, são os mais importantes desta eleição: os votos para o Senado, para deputado federal e para deputado estadual. É no parlamento que a política de fato acontece e é justamente ali que precisamos exigir mais qualidade, mais renovação e candidatos verdadeiramente comprometidos com a nossa sociedade.

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Faço questão de reforçar esse ponto porque ele costuma passar despercebido. De nada adianta elegermos um bom nome para o Executivo se não tivermos, ao lado dele, um Congresso e uma Assembleia eficazes, independentes e compromissados com as pautas do povo. É o Legislativo que aprova as leis, que define o orçamento e que fiscaliza quem governa. Quando escolhemos mal os nossos representantes no parlamento, comprometemos a capacidade de todo o sistema funcionar em favor do cidadão.

Por isso, o meu apelo é para que ninguém trate o voto para o Legislativo como secundário. Pesquisar a trajetória dos candidatos, conhecer suas propostas e suas histórias, e votar com consciência é a meu ver, um dos gestos mais importantes que podemos ter como cidadãos. A renovação e a qualidade do parlamento dependem exatamente dessa escolha atenta.

No dia 4 de outubro, teremos em nossas mãos uma parcela real de poder. Que possamos usá-la com responsabilidade não apenas para os cargos que ganham as manchetes, mas também, e sobretudo, para aqueles que constroem, no dia a dia, as decisões que moldam o nosso país, o nosso estado e a nossa cidade.

Por Charles Barizon