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Escrevo este texto movido por uma convicção que foi se formando ao longo dos anos, à medida que acompanhei o crescimento de um evento que, para mim, deixou de ser apenas uma celebração para se tornar um dos pilares do desenvolvimento da nossa cidade. Falo do Piraí Fest, que neste ano chega à sua 21ª edição duas décadas de uma história construída com trabalho, dedicação e amor por Piraí.
Confesso que, por muito tempo, enxerguei o festival apenas como aquilo que ele aparenta ser à primeira vista: música, movimento, encontro de amigos, dias de alegria no calendário da cidade. Com o passar do tempo, porém, passei a entender que por trás de cada edição existe algo muito maior e mais concreto. O Piraí Fest é, acima de tudo, uma poderosa ferramenta de geração de renda e de valorização do que temos de melhor.
Penso sempre nos pequenos empreendedores quando o assunto é o festival. Para o comerciante do centro, para o dono do restaurante, para a pousada que recebe os visitantes, para o artesão e para o produtor local, aqueles dias representam uma das melhores oportunidades do ano. O público que chega movimenta o comércio, lota os estabelecimentos e injeta dinheiro em uma cadeia inteira de negócios que, muitas vezes, depende desse tipo de impulso para fechar as contas no azul. Um evento como esse não enche apenas as ruas — enche também o caixa de quem vive do trabalho na nossa cidade.
Também vejo no Piraí Fest uma vitrine para o nosso turismo. Acredito que nenhuma propaganda é tão eficiente quanto a experiência de quem visita a cidade, se encanta com a nossa paisagem, com a nossa hospitalidade e com a nossa cultura, e vai embora com vontade de voltar. Cada visitante que chega para o festival é um potencial divulgador de Piraí, alguém que leva o nome do município para outras cidades e que pode retornar em outras épocas do ano, fora da data do evento. É assim, aos poucos, que se constrói um destino turístico sólido.
Faço questão de destacar, ainda, a valorização dos nossos talentos, através da Lei Prata da Casa na qual eu sou um dos autores. Iniciativas que abrem espaço para artistas e músicos locais, como acontece no festival, cumprem um papel que vai muito além do entretenimento. Elas dão visibilidade a quem nasceu e cresceu aqui, fortalecem a nossa identidade cultural e mostram às novas gerações que é possível sonhar e realizar sem precisar deixar a própria terra.
Chegar à 21ª edição não é pouca coisa. Significa que estamos diante de um evento consolidado, que resistiu ao tempo e que se tornou parte da identidade de quem é de Piraí. Mas, mais do que celebrar o que já foi construído, acredito que este momento deve nos convidar a pensar no futuro: como ampliar, como profissionalizar ainda mais e como fazer com que o festival gere benefícios cada vez maiores para a nossa gente.
Encerro este artigo com o mesmo sentimento com que o comecei: o de reconhecimento. O Piraí Fest é uma conquista coletiva, feita de muitas mãos, e representa aquilo que uma cidade pode alcançar quando decide valorizar a sua cultura, o seu comércio e a sua gente. Que venham as próximas edições e que elas continuem sendo, para Piraí, motivo de orgulho e, acima de tudo, motor de desenvolvimento.
Por Júnior Rocha
A Folha do Café não se responsabiliza pelas opiniões emitidas neste artigo
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