BRASÍLIA  - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) teve sua sessão extraordinária suspensa nesta terça-feira (15) sem uma deliberação final sobre o futuro dos procedimentos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino, que travou a análise referente à reunião e à redistribuição dos casos.

A sessão foi convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, após uma série de decisões monocráticas e um clima de tensão interna na Corte. O estopim para a crise ocorreu após o ministro André Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, no âmbito de apurações derivadas do "Caso Banco Master". Em reação, o presidente da Corte suspendeu a medida e avocou para a Presidência procedimentos e inquéritos que tratam de potencial investigação contra integrantes do próprio tribunal.

Divergência sobre a reunião de casos

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Antes de avançar sobre o mérito das decisões e a eventual apuração sobre os ministros, o plenário passou a debater uma questão de ordem referente ao apensamento e à redistribuição unificada dos processos relacionados ao tema.

  • Posição do Presidente: O ministro Edson Fachin votou contra a unificação e a redistribuição, defendendo a manutenção da condução das petições nos moldes atuais e sustentando as prerrogativas institucionais da Presidência do tribunal para gerir a crise. O entendimento do presidente foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux.

  • Proposta de Unificação: O ministro Gilmar Mendes levantou questão de ordem para propor a reunião de todos os procedimentos correlatos em um único processo, com redistribuição a um novo relator. Gilmar criticou a condução das apurações e defendeu a necessidade de tratamento uniforme para evitar julgamentos contraditórios.

  • Divergências e Pedido de Vista: Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin defenderam a unificação dos procedimentos para garantir a paridade de armas e a segurança jurídica. O ministro Alexandre de Moraes também manifestou apoio à reunião dos casos antes do pedido de vista.

Impedimentos e próximos passos

O julgamento registrou de início as ausências dos ministros Kassio Nunes Marques, que se declarou impedido, e Dias Toffoli, que se declarou suspeito por foro íntimo.

Com o pedido de vista interposto por Flávio Dino, não há data definida para que o tema volte à pauta do plenário. Enquanto o julgamento permanecer suspenso, continuam em vigor as determinações anteriores do presidente Edson Fachin, que mantiveram a cúpula da Polícia Federal nos respectivos cargos e centralizaram na Presidência do STF os procedimentos investigativos envolvendo magistrados da Corte.

Direto da Redação 

Texto feito com auxilio de IA