Piraí - A Prefeitura de Piraí anunciou a criação de um cartão crédito corporativo destinado às secretarias municipais, com o objetivo de aumentar a transparência e o controle das despesas extraordinárias da administração. A iniciativa foi aprovada pela Câmara Municipal no último dia 18 de agosto e segue agora para sanção do prefeito Luiz Fernando Pezão.
O cartão não será de uso pessoal dos secretários (as), mas sim da estrutura administrativa de cada secretaria. Ele será voltado exclusivamente para cobrir pequenas despesas do dia a dia, como serviços simples de manutenção, que hoje já fazem parte da rotina da gestão pública.
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Cada secretaria poderá utilizar um valor de até R$ 62 mil por ano, mas não necessariamente esse valor será gasto, se trata de um valor estimado. Essa rubrica já existe há anos na administração municipal e, até então, era executada por meio de saques bancários através de cheques e posteriores pagamentos em espécie.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Júnior Rocha, fez questão de esclarecer de forma exclusiva para Folha do Café os objetivos do projeto e afastar interpretações equivocadas: “Não é verdade que a Câmara de Piraí está criando um cartão corporativo para cada um dos secretários. Trata-se de um adiantamento financeiro que já existe desde 2004. Nós estamos regulamentando uma nova forma de se usar esse adiantamento financeiro, que na minha opinião vai dar muito mais transparência. Eu fui secretário nos últimos três anos e meio e nós tínhamos R$ 3 mil em dinheiro para pagar as despesas extraordinárias do dia a dia. Isso é normal e dentro da rotina do governo. Esse dinheiro sempre ficava com uma pessoa de confiança do administrativo. Esse recurso é para despesas pequenas, como por exemplo, a troca de uma maçaneta que quebrou. Como faz para trocar? É com esse recurso. É importante esclarecer isso para a população para que não tenhamos informações equivocadas circulando, principalmente nas redes sociais.” comentou Júnior.
Com a nova regulamentação a Prefeitura espera modernizar a forma de gerir os gastos, dando mais agilidade à resolução de demandas rotineiras e, principalmente, garantindo mais clareza sobre a utilização dos recursos públicos.
Direto da Redação

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