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Rio de Janeiro - O pastor Márcio Poncio foi preso nesta quinta feira, durante uma operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas para integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. A ação faz parte de uma investigação que busca desarticular uma organização criminosa ligada ao contrabando e ao comércio ilegal de cigarros, conhecida como "Máfia do Cigarro". A prisão recolocou o líder religioso no centro das atenções. Márcio Poncio é conhecido tanto por sua atuação à frente da Igreja da Nuvem quanto por seu envolvimento empresarial no setor do tabaco, atividade que lhe rendeu, nos bastidores, o apelido de "pastor do cigarro".
Além da atuação religiosa e empresarial, Poncio tornou-se uma figura amplamente conhecida nas redes sociais por integrar a família Poncio, um dos clãs mais comentados da internet nos últimos anos. A família ganhou notoriedade em razão das frequentes polêmicas envolvendo relacionamentos, separações e exposições públicas de sua vida pessoal. Márcio é pai do cantor Saulo Poncio, que alcançou projeção nacional como integrante da dupla UM44K, e da deputada estadual do Rio de Janeiro Sarah Poncio (Solidariedade), que também atua como influenciadora digital e possui forte presença nas redes sociais.
Com mais de 500 mil seguidores em seus perfis, o pastor costuma compartilhar momentos da rotina familiar, atividades religiosas e posicionamentos sobre temas ligados à sua vida pessoal. Também é conhecido por responder publicamente às críticas e controvérsias envolvendo sua família. A operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema de repasse de informações confidenciais que poderiam beneficiar integrantes do Comando Vermelho durante ações de combate ao crime organizado. Segundo as investigações, o foco da operação é identificar todos os envolvidos na rede de vazamento de dados e sua possível relação com organizações criminosas ligadas ao mercado ilegal de cigarros. Até o momento, a defesa de Márcio Poncio não se manifestou sobre as acusações. As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal ainda trabalha para esclarecer o grau de participação de cada investigado nos fatos apurados.
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