NOVA YORK - A sede das Nações Unidas volta a ocupar nesta terça-feira o centro da diplomacia mundial com a abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. Chefes de Estado e de governo de dezenas de países estão em Nova York para uma semana marcada por conflitos internacionais, disputas comerciais e discussões sobre o futuro do multilateralismo.

Pelo décimo ano consecutivo, acompanho diretamente, de Nova York, a Assembleia Geral das Nações Unidas, cobrindo os discursos oficiais e também a intensa movimentação diplomática nos corredores da organização. A edição deste ano tem um significado especial por ser a última Assembleia Geral com António Guterres no cargo de secretário-geral, antes do encerramento de seu mandato, no fim de 2026, enquanto avança o processo de escolha de seu sucessor.

Como ocorre tradicionalmente, o Brasil abre o Debate Geral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro chefe de Estado a discursar, seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre os temas esperados na participação brasileira estão a defesa do multilateralismo, da soberania dos países e da reforma das instituições internacionais.

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Além do que será dito na tribuna, uma parte importante das atenções estará voltada para os bastidores. Existe a possibilidade de Lula e Trump se encontrarem informalmente durante a movimentação entre os discursos, embora não haja, até o momento, uma reunião bilateral formal entre os dois presidentes confirmada nas agendas oficiais.

É justamente essa combinação entre discursos públicos e conversas reservadas que transforma, todos os anos, a Assembleia Geral em muito mais do que uma sequência de pronunciamentos. Durante alguns dias, Nova York se torna o principal ponto de encontro da política internacional,  e muitas das decisões que repercutirão nos meses seguintes começam longe das câmeras, nos corredores e nas salas de reunião da ONU.