VOLTA REDONDA – No último dia 11 de março, a cidade de Volta Redonda foi palco de um importante encontro voltado à conscientização e ao compartilhamento de conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento, antecipado em alusão ao "Abril Azul" mês dedicado mundialmente à causa , reuniu diversos profissionais da saúde para discutir abordagens multidisciplinares e novos protocolos de atendimento. Um dos grandes destaques da programação foi a participação da nutricionista Ana Paula Silva, que apresentou uma palestra técnica focada na relação entre a nutrição e o comportamento alimentar de indivíduos dentro do espectro.

O desafio da seletividade alimentar

Durante sua fala, Ana Paula abordou um dos temas mais sensíveis para famílias de pessoas com TEA: a seletividade alimentar. Segundo a especialista, a hipersensibilidade sensorial, comum no autismo, faz com que a criança ou o adulto tenha restrições severas a certas texturas, cores ou cheiros de alimentos, o que pode levar a deficiências nutricionais e problemas gastrointestinais."A nutrição no TEA vai muito além de prescrever uma dieta. É preciso entender a individualidade sensorial de cada paciente e trabalhar a introdução alimentar de forma gradual e respeitosa, garantindo que o organismo receba o suporte necessário para o desenvolvimento neurológico e físico", explicou a nutricionista.

Intervenção multidisciplinar

A palestra de Ana Paula Silva reforçou a importância da nutrição como pilar fundamental no tratamento do autismo. Ela destacou que intervenções nutricionais personalizadas podem auxiliar na melhoria de sintomas relacionados ao sono, concentração e até na redução de processos inflamatórios, frequentemente observados em pacientes com o transtorno.

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O evento contou com a presença de psicólogos, fonoaudiólogos e médicos, promovendo um debate rico sobre como a integração entre essas áreas pode transformar a qualidade de vida das famílias em Volta Redonda e região.

Abril Azul

A escolha do tema antecipa as ações do Abril Azul, movimento estabelecido pela ONU para dar visibilidade ao autismo. Iniciativas como esta reforçam o compromisso dos profissionais de saúde da região sul fluminense em promover a inclusão e o acesso a informações atualizadas e baseadas em evidências científicas.

Direto da Redação