Região - A Motiva, a maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, está investindo em torno de R$ 50 milhões na expansão de sua frota operacional de veículos elétricos e híbridos em suas concessões rodoviárias e trilhos (trens, metrôs e VLT) para acelerar a descarbonização dos seus ativos. Em pouco mais de um ano, a Companhia já ampliou a quantidade de automóveis eletrificados (elétricos e híbridos) em circulação, de cinco para 91, e tem a meta de chegar a 125 veículos até o fim de 2026.

O plano, iniciado no final de 2024 e em execução ao longo de 2025 e 2026, integra o esforço da Companhia para reduzir a pegada de carbono de seus ativos. A estratégia está alinhada às metas de redução de 59% das emissões de escopos 1 e 2 e 27% nos escopos 3 para 2033, aprovadas junto ao Science Based Targets initiative (SBTi), e ao compromisso de neutralidade carbônica nos escopos 1 (emissões diretas) e 2 (consumo de energia elétrica) até 2035. Ao final de 2025, a Motiva já havia reduzido em 61% suas emissões de escopos 1 e 2 ante 2019.

O investimento em curso está sendo utilizado para viabilizar a compra de 126 automóveis, entre carros de inspeção, guinchos leves e viaturas de resgate, sendo 59 elétricos e 67 híbridos. Atualmente, a frota da Motiva Rodovias contabiliza 85 veículos eletrificados, o que representa um crescimento expressivo frente aos cinco automóveis ao final de 2024, quando o projeto teve início. Até o final de 2026, a expectativa é adicionar outros 47 veículos, alcançando uma frota de 125 automóveis, com perspectiva de expansão nos próximos anos.

Publicidade
Publicidade

Os novos veículos estão presentes nos principais corredores viários operados pela Companhia. A Motiva AutoBan, que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes (SP), possui oito veículos eletrificados, sendo seis elétricos e dois híbridos. Inclusive, a concessionária foi pioneira no Brasil ao implantar a primeira Base Operacional 100% elétrica no setor, localizada no km 118 da Rodovia Anhanguera, em Nova Odessa (SP). O ponto conta com guincho leve, viatura de resgate e automóvel de inspeção de tráfego eletrificados, além de infraestrutura de recarga, garantindo autonomia operacional sem comprometer a agilidade no atendimento aos clientes.

Na RioSP, a frota operacional conta atualmente com nove veículos eletrificados, sendo um caminhão 100% elétrico e oito veículos do modelo maverick que são híbridos, que combinam motor elétrico e combustível. Dos oito modelos híbridos, seis são utilizados na operação em São Paulo, e dois estão em operação no Rio de Janeiro.

A frota eletrificada também circula em outras operações da Motiva Rodovias: são doze veículos na BR-163/MS (Motiva Pantanal), seis no RodoAnel Oeste (SP), cinco no Sistema Raposo-Castello Branco (SPVias), dois na BR-101 Sul/SC (ViaCosteira) e dois nas vias administradas pela ViaSul, no Rio Grande do Sul.

Além de tornar os ativos mais sustentáveis, o projeto também contribui para ampliar a eficiência operacional e a competitividade da Motiva. Por isso, as novas concessões da Companhia já nascem com boa parte da sua frota eletrificada. É o caso da Motiva Paraná, que opera o Lote 3 de rodovias no estado, já conta com 19 carros 100% eletrificados em operação. A Motiva Sorocabana (SP), que administra um conjunto de vias na região de Sorocaba (SP), já possui sete automóveis. Na Motiva Minas_SP, que passou a operar a Fernão Dias (BR-381) em abril deste ano e tem a previsão de, em setembro de 2026, ter 14 veículos eletrificados em circulação.

Mais recentemente, a Companhia estendeu a iniciativa à sua plataforma de trilhos. Na capital paulista, a Linha 4 – Amarela, de metrô, recebeu os três primeiros veículos leves para uso operacional. O Metrô Bahia também opera uma frota de três ônibus elétricos, que realiza o traslado entre a estação de metrô Aeroporto e o Aeroporto Internacional de Salvador. Em circulação desde o início de 2025, o serviço já evitou a emissão de 140 toneladas de carbono equivalente (CO2e), em comparação ao desempenho de ônibus convencionais movidos a diesel.

A nova frota é composta pelas marcas JAC Motors, Mercedes-Benz, BYD e Ford. Os guinchos leves são do modelo JAC E-JT 9,5; as viaturas de resgate, JAC IEV1200T e Sprinter elétrica; o veículo leve, BYD Dolphin GS; e os automóveis de inspeção, JAC IEV 330P e Ford Maverick.

“A expansão da frota eletrificada em rodovias e trilhos reforça o nosso compromisso em liderar a agenda de descarbonização no setor de transportes no Brasil. Em um contexto de crescimento das operações, seguimos implementando uma série de ações para manter a nossa pegada de carbono em trajetória de queda. Essa e outras ações demonstram que a sustentabilidade é uma variável integrada ao coração da nossa estratégia, com o forte engajamento das nossas equipes e das nossas lideranças para a economia de baixo carbono”, diz a vice-presidente de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade da Motiva, Raquel Cardoso.

As estimativas indicam que cada guincho leve elétrico, quando introduzido na operação, pode gerar a redução direta nas emissões de ordem de 3,6 toneladas de CO2e ao longo do ciclo de vida útil de quatro anos do equipamento. O avanço da frota elétrica contribuiu para reduzir em 8% as emissões da plataforma de rodovias da Motiva em 2025, na comparação com 2024.

Eletrificação de ônibus em aeroportos

Além da eletrificação da frota operacional de rodovias e trilhos, a Motiva também vem avançando no uso de veículos elétricos em seus terminais aeroportuários. No começo de 2026, o BH Airport, que administra o Aeroporto de Confins (MG), investiu cerca de R$ 5 milhões para adquirir os dois primeiros ônibus elétricos para o transporte de passageiros. A expectativa é de que o projeto gere uma redução de 42,1 toneladas de COequivalente por ano.

Iniciativa amplia as ações do terminal mineiro em mobilidade elétrica. Anteriormente, o BH Airport já havia realizado a substituição de quatro veículos a combustão por quatro modelos elétricos BYD, Mini Dolphin, utilizados no transporte de equipes operacionais no pátio. Esse projeto, por sua vez, já evitou a emissão de 40 toneladas de CO2 equivalente.

O Aeroporto de Goiânia, também operado pela Motiva Aeroportos, é outro que também vem utilizando um ônibus elétrico no transporte de passageiros pelo terminal. O modelo usado é o BYD D9W, que tem capacidade para até 80 pessoas e uma autonomia de 250 quilômetros.

Plano de transição para a economia de baixo carbono 

Com a redução de 61% nas emissões ao final de 2025, a Motiva construiu um plano de transição para manter a sua pegada de carbono dentro das metas aprovadas junto ao SBTi. Neste sentido, a Companhia tem dois desafios principais ao longo da próxima década: 1) manter as emissões de escopo 2 zeradas, o que será obtido com a continuidade da estratégia de consumir energia elétrica apenas de fontes renováveis, e 2) avançar na redução do escopo 1. 

Esse movimento considera a perspectiva de crescimento da Motiva no longo prazo. Isso porque que, nos últimos dois anos, a Companhia conquistou três novas concessões de rodovias (Motiva Paraná, Sorocabana e Fernão Dias), com possibilidade de obter novos ativos em 2026, e novas estações de metrô vão entrar em funcionamento nos próximos anos no Metrô Bahia, na Linha 4-Amarela (SP) e na Linha 5-Lilás (SP), além da assunção da operação da Linha 17-Ouro (SP). 

Atualmente, a combustão móvel e emissões fugitivas representam aproximadamente 69% e 22%, respectivamente, das emissões de escopo 1 da Companhia. Por conta disso, a estratégia montada pela Diretoria de Sustentabilidade prevê alavancas de descarbonização, que são: acelerar a eletrificação da frota operacional, expandir o uso de combustíveis de baixo carbono (para veículos que não podem ser eletrificados) e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes em suas operações metroferroviárias, tanto nos vagões quanto nos prédios. 

Todas essas iniciativas estão diretamente conectadas ao pilar estratégico “Redução do Risco Climático e da Pegada Ambiental”, que integra o eixo “Liderança Sustentável” da Ambição 2035, estratégia de longo prazo da Motiva. A execução deste plano de transição é acompanhada pelo Comitê Interno de Sustentabilidade, que tem a participação dos membros da diretoria-executiva e dos sponsors dos cinco pilares estratégicos do eixo de sustentabilidade. 

Atuação multissetorial e antecipação de metas

O projeto de eletrificação da Motiva se conecta às recomendações do plano de ação da Coalizão para Descarbonização dos Transportes, uma iniciativa multissetorial liderada pela Companhia em colaboração com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper.

Com informações da CCR RioSP