Ser abstêmio hoje em dia está cada vez mais raro, dificilmente encontramos pessoas que não utilizem algum tipo de substância para si manter de pé.  As chamadas substâncias psicoativas ou drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre o cérebro, modificando o seu funcionamento, podendo provocar alterações no humor, na percepção, no comportamento e em estados da consciência.

De acordo com dados obtidos em 2019, a maconha foi a droga mais consumida (4%), seguida dos opioides (1,2%; incluindo opiáceos), estimulantes anfetamínicos (0,5%) e cocaína (0,4%)1.No grupo das drogas depressoras estão o álcool (20%), os soníferos ou hipnóticos (barbitúricos, alguns benzodiazepínicos) (12,4%); os ansiolíticos (calmantes, como benzodiazepínicos) (0,6%), os opiáceos ou narcóticos (morfina, heroína, codeína ou meperidina) e os inalantes ou solventes (colas, tintas ou removedores).

Eu participei de encontros com dependentes, tive experiências com familiares e amigos ao longo de toda a vida e afirmo que muitos estão desesperados por uma única coisa “amor”, no mais amplo espectro da palavra.

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Esse é um assunto delicado e extenso, envolve reconhecimento da dependência com familiares e amigos, mas provoco a reflexão sobre como conflitos de trabalho, financeiros, empresariais, familiares e românticos podem desencadear uma dependência muito profunda e até levar a incapacidade profissional e relacional do indivíduo.

Hoje existem diversos diagnósticos: TDAH, Autismo, TOD, TOC entre outras condições neurodivergentes muitas vezes não compreendidas trouxeram marcas em pessoas a ponto de passarem a vida inteira sofrendo. Infelizmente o modo fuga promovido pelas substâncias psicoativas captura alguns mais vulneráveis. Quem não lembra dos artistas como Elvis, Whitney, Janis Joplin, Tim Maia, entre outros tão talentosos.

As vezes a realidade é dura demais para alguns, sem devido acolhimento ou falta de informação levaram as pessoas ao limite e não gerenciando as emoções de maneira correta. Já que o cérebro aprendeu esse mecanismo químico de defesa para amarguras e confusões, a melhor forma que os médicos indicam é a substituição desse “vício” por outro mais saudável.

Ambientes de crescimento profissional, comunidades de fé, amigos sinceros e aceitação de quem você é, principalmente saída de ambientes tóxicos ou performance que inibe sua personalidade, pode gerar sensação de liberdade e alívio. O cigarro já deixou de ser meu companheiro e dou graças a Deus de não viver diariamente refém.

Nosso corpo produz substâncias maravilhosas quando estamos “apaixonados” - dopamina, ou criação de laços afetivos e na intimidade emocional – oxitocina, a saudade – serotonina e quando temos uma sensação de felicidade, êxtase e bem-estar. Amizades verdadeiras, exercícios físicos e a natureza também proporcionam esse bem-estar.

Fugir do autoamor é fugir da cura, melhor mesmo é se embriagar dessa força na presença dos amigos e familiares, visitar lugares afetivos e receber mensagens de quem a gente realmente ama, a vida fica mais colorida e as mudanças não causam tanto medo. Previna qualquer dependência psíquica ao entender suas reações seus sentimentos e pressões do dia a dia. Mediar é um caminha o dialogo liberta muitas conexões desfeitas, use apenas medicamentos prescritos quando for necessário, amadurecer é difícil, mas com ajuda chegamos lá.

Conheça, participe, compartilhe a cultura de paz através da mediação.

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lives toda 3ª as 20hs.