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Toque de bola - Augusto Carpazano

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Fluminense bate o Allianza Lima e tem a segunda melhor campanha do clube na fase de grupos

Por Augusto Carpazano 30/05/2024 às 09:27:15

Já classificado na Libertadores 2024, mas buscando pelos experimentos sem fim de Fernando Diniz, o Fluminense entrou em campo com mais uma maneira de jogar diferente.

O time carioca entrou em campo com Martinelli como zagueiro, Lima como volante e a volta de John Kennedy ao comando de ataque ao lado de Germán Cano. Dessa forma o time da casa jogava com um 4-2-4, ou um 3-2-5, quando estava no campo de ataque.

Porém, do outro lado, o Allianza Lima tinha muito mais motivação que apenas experimentos táticos, já que a equipe visitante precisava da vitória para se manter viva na competição e seu técnico, Restrepo (cobiçado por equipes colombianas para o restante do ano), formatou um 5-3-2, usando três volantes à frente dos zagueiros e bloqueando o toque de bola da equipe carioca no primeiro tempo.

Além disso, os peruanos conseguiram um gol cedo, em uma jogada ensaiada onde deu tudo certo, para eles, e tudo errado para o Flu. Após cobrança de escanteio, Arregue posiciona-se numa zona morta do campo, todos os jogadores do Allianza puxam os marcadores para dentro da pequena área e o volante peruano, cabeceia sozinho, no ângulo do goleiro Fábio. 0 x 1.

Perdido em campo, os donos da casa erraram muito lances técnicos, falhas nas viradas de jogo e erros de passe. Muito também pela falta de um jogador com características de passe longo.

Os três volantes peruanos bloqueavam o jogo de passe curto e a má fase de Cano e Keno, também não ajudavam o jogo dos cariocas.

O Fluminense ainda teve um bom lance num escanteio, porém usaram pouco o chute de fora da área. O goleiro do Allianza, Rojas, vinha falhando muitos nos últimos jogos, no entanto, poucas vezes esse tipo de estratégia foi usado… o time do Diniz parece, por vezes, ter vergonha de chutar no gol.

O primeiro tempo acabou com a vitória parcial dos visitantes e com Diniz extremamente nervoso, pelo resultado, mas principalmente pelo desempenho.

No segundo tempo, Diniz voltou com Marlon, Marquinhos e Ganso, nos lugares de Guga e Felipe Melo e Alexsander, pois o zagueiro já estava com cartão amarelo e com o atacante Serna, o principal jogador do Allianza, correndo para cima dele. Ganso seria o "passador" qualificado que faltara ao time, já o ponta/ "dublê de lateral", Marquinhos, visava parar o lado esquerdo dos adversários e dar mais profundidade e lances individuais.

E logo no início a entrada do camisa 77 deu resultado, pois após troca de passes e cruzamento na área, Marquinhos pegou de primeira, o goleiro Rojas deu rebote e Keno empatou o jogo, de cabeça. 1 x 1.

A torcida Tricolor ainda comemorava o gol, e pouco menos de dois minutos depois, quando Marlon, Martinelli e todo o sistema defensivo errou o posicionamento, além de uma saída de bola atrapalhada; Serna pegou de primeira vencendo ao goleiro do Flu. 1 x 2…

Era claro que a noite do sistema defensivo, como um todo, era muito ruim, porém o Fluminense tem um jogador diferenciado, aos 36. Além de ver Marcelo jogando ser algo muito prazeroso, ele sabe como usar suas peças no jogo a favor de sua equipe.

Depois de tabelar usando John Kennedy e Cano como pivôs, o camisa 12 bateu uma bola rasante, sem chances para o goleiro Rojas. 2 x 2. E tudo isso não tínhamos nem 15 do segundo tempo!

Mesmo com a melhoria de Ganso dera ao time, ainda haviam muitos erros de passes e de posicionamento defensivo.

O Allianza, que não tinha outro resultado senão a vitória, começou a subir suas linhas e pressionar mais o Fluminense.

Restrepo adiantou o posicionamento de Garcês e Freytes, tornando seus dois zagueiros como laterais, deixando Zambrano, muitas vezes, mano a mano com Kennedy.

Isso fez o time do Flu encolher e dar campo aos peruanos, porém o mal nível técnico de alguns jogadores fez com que a boa estratégia de Restrepo não se traduzisse em um resultado melhor.

Diniz tirou Cano do jogo e lançou Renato Augusto. Com isso, John Kennedy teve mais espaços perto da área e como a marcação individual ficou mais fácil para que ele, já perto do final do jogo, recebesse um lindo passe de John Arias e, de primeira, vencesse o goleiro. 3 x 2.

Sem forças para reagir, os peruanos voltam para a casa sem a classificação e com a certeza que perderam o jogo mais para si do que para seu adversário.

Mesmo sem uma partida brilhante, o Flu carimba sua segunda melhor campanha na fase de grupos com 14 pontos. Em 2012, o time carioca conquistou 15 pontos, e ano passado, o ano do título, 10 pontos.

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