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Toque de bola - Augusto Carpazano

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Em mais um jogo ruim, Flamengo vence o Amazonas mas esgota a paciência da torcida

Por Augusto Carpazano 02/05/2024 às 13:13:40

No horário nobre do futebol na quarta-feira, Flamengo e Amazonas entram em campo, pela Copa do Brasil, e muito mais do que uma estreia no campeonato era a chance de pagar a má impressão que ficou, do rubro-negro, no clássico pelo Brasileirão contra o Botafogo. Além da derrota, o time da Gávea colecionou finalizações para fora do gol, no jogo de domingo. Pela Copa do Brasil, tendo o objetivo de melhorar suas conclusões, a equipe do técnico Tite ainda teve que enfrentar a perda de dois jogadores importantes. Arrascaeta e Pulgar, contundidos, deram lugar a Gérson e Allan.

O toque de bola do time carioca melhorou, porém a verticalidade ainda era um problema. Outro jogador que apareceu no jogo foi o jovem Lorran, autor do gol do título da Libertadores sub-20, contra o Boca na temporada passada. Ele mostrou sua capacidade técnica porém errando muitas "tomadas de decisão". Do outro lado, o Amazonas, um time muito jovem no cenário nacional e com investimento empresarial, trazia nomes conhecidos como o do ex-centroavante do Botafogo Sassá, William Bárbio, ex-Vasco, e com uma equipe técnica tendo Adílson Batista (que foi técnico de Grêmio, Corinthians, Cruzeiro e Vasco) como também Ibson, ex-jogador rubro-negro no início dos anos 2000. O time visitante armou uma retranca bem definida com uma linha de quatro jogadores, um volante a frente, mais quatro meias e apenas Sassá no comando de ataque. O contrataque era sempre explorado com o ponta esquerda, e jogador mais técnico do time de amarelo, Serafim.

A ideia do técnico visitante era explorar o espaço entre Lorran, jogador com vocação mais ofensiva, e Varela, lateral que corta muito para o meio. No entanto, o camisa 11 visitante cansou de correr e não ter com quem jogar, haja vista seus companheiros sempre estarem muito longe da jogada. O time que, com menos de seis anos de existência já está na série B do Brasileirão, até circulava a bola com boa qualidade, porém, mesmo com tantos desfalques o Flamengo ainda dominou as ações do primeiro tempo.

Viña, que entrara na equipe no lugar de Ayrton Lucas, gera uma segurança defensiva maior sem perder a força em atacar. E num desses ataques o time da casa abriu o placar do jogo, quando o uruguaio foi a linha de fundo, depois de tabela com Bruno Henrique, e cruzou na cabeça de Pedro. 1 x 0. De La Cruz, mesmo jogando mais próximo do gol, tinha dificuldades por estar "ilhado" em meio a três volantes. Um deles, inclusive, sempre baixava para a linha de defesa quando o rubro-negro se aproximava da área.

O 1 x 0 foi um placar magro, porém dando a tranquilidade a Tite durante o intervalo. Na segunda etapa, nada mudou; era o Flamengo dominando a posse de bola, muitas improdutiva, e o Amazonas se defendendo com todas as forças. O jogo associativo do time da casa, não dava certo. O Flamengo não sofria perigos, mas também não conseguia criar contra seu adversário. Vendo a morosidade de seu time, Tite sacou De La Cruz e promoveu a entrada de Gabigol, de volta após efeito suspensivo. Dessa forma, o time passava a jogar no 4-4-2, com Bruno Henrique juntando-se aos dois centroavantes quando Viña avançava. Porém a linha de 5, do Amazonas, se solidificou com essa alteração, anulando as pretensões flamenguistas. Vendo vários jogadores mal na partida, Tite sacou Lorran, Allan, Varela e BH e entrou com para entradas de Luiz Araújo, Igor Jesus, Wesley e Mateus Gonçalves. Assim o time voltava a ter mais presença no meio-campo, contudo, a péssima partida de Gérson não ajudava. Gabriel, sem ritmo, pouco acrescentou. Com o resultado, magro, o time carioca vai para Manaus, no próximo dia 22 com um resultado mínimo e com a paciência da torcida ainda menor...

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