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Toque de bola - Augusto Carpazano

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Com mais uma derrota, Fluminense amarga a última posição no Brasileirão

Partida foi válida pelo Brasileirão

Por Augusto Carpazano 28/06/2024 às 09:32:40

Sem a presença do, agora, ex-treinador Fenando Diniz, o Fluminense entrou em campo na noite dessa quinta-feira tentando mudar seus conceitos e sua posição na tabela.

Ainda com o estilo do "dinizismo" muito presente nos movimentos do time, o Tricolor mediu forças com o Vitória.

Tendo Marcão, ex auxiliar técnico de Diniz, no banco o time começou a partida num estilo de jogo mais conservador. Se é que posso descrever assim pois apesar de jogadores como Keno, voltar aos titulares na ponta esquerda, e Martinelli, voltando a posição de volante, ainda tivemos improvisações como Thiago Santos, na zaga, e o uruguaio Davi Terans, como ponta pela direita.

O pensamento de Marcão era reeditar o time do final do ano passado, com Ganso como meia, atrás de Cano, com Terans fazendo a função de ponta armador cuja é feita por Arias (servindo a seleção colombiana) e Gabriel Pires, fazendo a função de André (na transição do departamento médico para o campo).

Além disso, em várias vezes que o time sofria uma pressão na saída de bola, Antônio Carlos e Thiago Santos davam chutão sem vergonha nenhuma. Porém, os jogadores como todos os humanos são "seres de rotina", por muitas vezes vimos a saída com a bola no chão perto da grande área do goleiro Fábio ainda provocando alguns sustos.

Os visitantes, vieram com o 4-1-4-1, tentando fazer superioridade pelas beiradas o que aconteceu em vários momentos do jogo. Principalmente pela direita, Lepo, Willian e Mateusinho atacavam o espaço entre Thiago Santos e Marcelo, forçando Keno a baixar muito na marcação e Martinelli a sair de sua posição para o socorro aos companheiros.

Assim, Gabriel Pires, visivelmente fora de forma já que aos 20 minutos do primeiro tempo o jogador estava mais vermelho que um pimentão, ficava no mano a mano com qualquer jogador que atacasse o espaço, o que volta e meia era feito pelo segundo volante Naldi ou até mesmo pelo lateral, do lado oposto, PK.

Assim Thiago Carpini, técnico do Leão, colocava um problema tático a mais na conta do Flu. E não apenas isso, mas Marcão ainda teria que quebrar a cabeça para resolver um problema que depende pouco do técnico: o mal momento técnico da maioria de seus jogadores.

Cano, Keno, Samuel Xavier, Ganso foram só algumas das "figuras decorativas" do jogo. Os dois atacantes ainda participaram bem nos primeiros minutos, mas depois sumiram do jogo. 

No segundo tempo, Marcão veio para o jogo com Alexsander no vaga de Gabriel Pires, o que dava ao time mais vitalidade no meio-campo. De fato isso aconteceu, mas a bagunça tática é presente nesse time, ainda sem identidade.

Alguns chutes de fora da área, como os de Terans e Marcelo, acabaram sendo uma alternativa pouco explorada.

Carpini colocou Zé Hugo, Erick Castillo e Janderson com o propósito de igualar a força física no meio campo. Marcão colocou Diogo Barbosa e Renato Augusto, além de Douglas Costa e John Kennedy. 

As mexidas foram conservadoras também, tirando Marcelo, Ganso, Keno e Cano, porém sem resultados.

Como dito algumas linhas para cima, o problema desse time é o péssimo momento técnico de alguns jogadores, somados a falta de confiança o que temos? Um gol do adversário!

Perto do fim da partida, Zé Hugo carregou a bola desde o campo de defesa até perto da área do goleiro Fábio. Nesse percurso, quatro jogadores chegaram a cercar o camisa 17 do Vitória sem ninguém fazer a falta… algo simples que faz parte do futebol. E o resultado, foi o passe chegar para Janderson fazer o gol da vitória do time baiano e afundar ainda mais os donos da casa, lanterna da competição com apenas seis pontos marcados. 0 x 1.

Muito mais do que trocar o técnico, algumas considerações precisam ser feitas: primeiro, Cano precisa passar por um treinamento específico de finalização, pois no último ano o centroavante precisava de dois chutes, em média, para fazer um gol. Atualmente nem a bola tem chegado nem quando chega ele tem feito.

Segundo: Keno e John Kennedy tem volta a serem protagonistas. O ponta, foi contratado para ser o "desafogo" do jogo de toque de bola do ex treinador, mas não tem jogado bem faz tempo. Já o centroavante, peça chave na conquista da Libertadores e da passagem para a final do Mundial, tem entrado nos jogos disperso. 

Terceiro: a politica de contratações do clube, trazendo jogadores com bem mais de 30 anos, tira a intensidade do jogo do time com jogadores já sem força física (Ganso, Renato Augusto, Douglas Costa, Marcelo e até o próprio Cano) para encarar a velocidade do futebol atualmente.

Sem essas medidas será praticamente impossível do time fazer uma campanha a altura de suas tradições como tetra-campeão brasileiro e campeão da Libertadores.

O Vitória recebe o Athlético (PR), em Salvador, as 18h30 desse domingo. Já o Fluminense vai a Caxias do Sul, enfrentar o Grêmio, num confronto de lanternas para ver quem se afoga primeiro.

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