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Toque de bola - Augusto Carpazano

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Brasil estreia com empate num jogo onde os principais jogadores não brilharam

Próximo jogo do Brasil será contra o Paraguai

Por Augusto Carpazano 25/06/2024 às 12:46:11

Imagem do jogo entre Brasil x Costa Rica pela 1ª rodada da Copa América - AFP

Brasil e Costa Rica estrearam na Copa América 2024, em Los Angeles, com propostas parecidas, mas diferentes. Digo isso pois são duas seleções em reconstrução.

De um lado o time de Gustavo Alfaro que antes contava com jogadores como Keilor Navas e Bryan Ruiz, e hoje se vê com jovens tentando galgar seu espaço no mundo o futebol. De outro, Dorival Jr, com a incumbência de renovar uma seleção que já passou por três gerações e até agora, o melhor resultado que conseguiu em uma Copa do mundo, foi o quarto lugar em 2014 depois do sonoro 1 x 7 para a Alemanha.

Dorival começou o jogo com mudanças significativas, pois Wendel que vinha sendo o titular da lateral esquerda, perdeu a vaga para Guilherme Arana, jogador mais ofensivo. Além dele, Éder Militão entrou na vaga de Beraldo.


O 4-2-3-1, com dois pontas agudos (Raphinha e Vini Jr) proporcionava jogadas mais livres pelos lados do campo, porém o pouco apoio ao ataque de Danilo e Arana fez com que essas jogadas fossem quase sempre individuais.


O 5-3-2 da Costa Rica, dava o lado do campo porém congestionava muito o meio, e como nossos pontas jogam com pés invertidos, isso se tornou um problema. Quando o Brasil perdia a bola, a configuração do time era feita de forma curiosa já que o time se defendia no 4-4-2, porém com Paquetá voltando pelo meio ao lado de Bruno Guimarães e João Gomes, o outro volante de ofício, vindo pela beirada para liberar Vini Jr de obrigações defensivas.


Dessa forma, sem bola, Dorival proporcionava a Vini e Rodrygo o posicionamento igual a que ambos tem no Real Madrid. Mesmo assim a Seleção não conseguiu marcar seu gol, no primeiro tempo. Muito pela falta de inciativa de alguns jogadores na finalização da jogada, muito pela falta de inciativa dos laterais em atacar os espaços deixados pelos pontas pelas beiradas. 


O Brasil até fez um gol, com Marquinhos após cruzamento de uma jogada de bola parada que foi anulado após revisão no VAR. Some-se a isso a falta de chutes de fora da área e temos assim um 0 x 0, haja vista, a seleção costarriquenha também não fez muito esforço para agredir a meta de Alisson.


Na segunda etapa, o time continuava a errar muito as jogadas individuais. Mesmo com o comodismo proporcionado por Dorival Jr, Rodrygo e Vini Jr foram muito mal em toda a partida, fruto da boa marcação de Calvo e Mitchell, mas principalmente pela falta de inspiração dos dois.


Paquetá era o jogador mais lúcido do time, e dos pés dele saiu a jogada que mais nos aproximou de uma vitória, quando ele chutou de fora da área acertando o gol defendido por Sequeira. E ele ainda faria uma jogada sensacional, pela direita, onde a bola sobrou para Guilherme Arana que chutou de fora da área mas o goleiro da Costa Rica espalmou.


Dorival mexeu tirando Vini Jr (em mais uma partida apagada pela seleção) e Raphinha, colocando Endrick e Savinho. O jogador do Girona, inclusive, conseguiu boas soluções pela ponta direita, sendo uma válvula de escape e mesmo marcado por três jogadores conseguiu um lance onde a bola sobrou para Bruno Guimarães que finalizou mas a bola foi para fora. 

 

Alfaro, vendo a pressão que estava sofrendo tirou Ugalde, Brenes e Aguillera colocando em campo Campbell, Taylor e Mora, terminando o jogo no esquema 6-3-1. Com essa linha pegando quase todo o campo do adversário ficou ainda mais difícil do Brasil conseguir entrar na grande área.


Dorival sacou João Gomes e colocou Martinelli tentando deixar o time mais ofensivo, ainda, porém com a má partida individual de alguns jogadores, inclusive dos que entraram (isento Savinho), ficou cada vez mais improvável sair algum gol no jogo. Com o apito final do árbitro o Brasil viu a Colômbia, que bateu o Paraguai por 2 x 1, ficar com a liderança provisória do grupo D.


A Costa Rica enfrentará a Colômbia, na Sexta-feira, às 19:00 em Phoenix. Já o Brasil joga contra o Paraguai, em Nevada, às 22:00 no mesmo dia.

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