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Toque de bola - Augusto Carpazano

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Brasil vence o México e segue a preparação para a Copa América Centenário

Por Augusto Carpazano 09/06/2024 às 13:44:59

Visando a preparação para a Copa América 2024, México e Brasil entraram em campo, no Texas, com propósitos diferentes: de um lado uma seleção mexicana com uma renovação em curso, um técnico ainda contestado e resultados ruins a médio prazo, como o a derrota para os EUA na final da Concacaf e 0 x 4 contra o Uruguai no meio de semana; já do outro uma seleção brasileira fazendo experimentos de esquemas de jogo, encaixe de jogadores e o descanso dos principais titulares do grupo, deixando jovens com pouca minutagem nos últimos jogos mais tempo em campo.

Jaime Lozano, após uma sonora goleada contra os uruguaios no meio de semana, voltou com seu time titular recheado de jogadores que atuam na liga do país e sem o lendário goleiro Ochoa, que sempre faz campanhas fantásticas em copas. O 4-1-4-1 variando para o 4-3-3, com o lateral/zagueiro, Reyes, prendendo à base e tirando o espaço de atuação de Martinelli parecia quebrado pela movimentação do time brasileiro.

Dorival Jr, por outro lado, com um time quase todo de reservas, adotou o 4-4-2, sem a bola, com boa participação ofensiva de Andréas Pereira. O até então segundo volante, foi readaptado a sua função de origem e nas duas primeiras jogadas do time mostrou que vive uma ótima fase e não esqueceu como se joga mais à frente, mesmo com pouco espaço.

Além do passe que quase pegou Martinelli de frente para o gol, o camisa 19 recebeu a bola pelo meio, cortou dois jogadores do México e abriu o placar do jogo. 0 x 1

Parecia que seria um jogo relativamente fácil, pois um gol com menos de 10 minutos de partida dava a impressão que o time mandante sentiria a pressão do resultado, porém os erros de passe, principalmente na saída de bola, nos tiros de meta, colocaram os mexicanos no jogo.

Alisson, goleiro que voltava à seleção com a braçadeira de capitão e camisa comemorativa dos 110 anos da confederação responsável pela seleção que já foi CBD e que a alguns anos é a CBF, abusou de lances pelo meio. As principais chances mexicanas na primeira etapa foram graças a saída perigosa e erros de passes que resultaram em chutes de fora da área.

O Brasil, pressionado pelas linhas de meio e defesa, mais à frente do time de Lozano, não soube como sair desse abafa e passou boa parte do primeiro tempo olhando os mandantes do jogo com a posse de bola. Espaços haviam, pois com a defesa mexicana mais à frente e com um volante adaptado de zagueiro a bola longa, lançada nas costas dessa defesa, seria uma das alternativas com os pontas Savinho e Martinelli entrando em diagonal.

No segundo tempo, Dorival trouxe Martinelli e Savinho para mais próximo de Evanilson. Aliás o centroavante do Porto foi figura apagada no jogo. Assim, o time ficou com mais jogadores próximos e começou a sair do sufoco do primeiro tempo. Além disso, esse movimento abriu espaços para Arana e Yan Couto participarem mais do jogo, e num lançamento de Éder Militão, que voltara a seleção, o lateral destaque do Girona partiu parar a jogada individual contra o marcador (sua melhor característica) e passou para Martinelli fazer o segundo gol do Brasil e da partida; 0 x 2

Vendo que a partida parecia controlada, Dorival começou a mexer no time e colocou Pepê, Paquetá e Endrick nos lugares de Martinelli, Andréas e Evanilson. O time começou a perder o meio-campo e, sem entrosamento, voltou a errar muitos passes.

Dorival, então, colocou Vinícius Jr, Bruno Guimarães e João Gomes, nas vagas de Savinho, Douglas Luiz e Ederson. Com a entrada do atacante campeão da Liga dos Campeões, Pepê passou a atuar mais à direita e com isso a variar o esquema para um losango, deixando Endrick e Vini Jr mais fixos no comando de ataque.

O México não tinha muito a perder e seguiu na pressão trazendo seus pontas para o meio visando igualar o jogo tático. Com as substituições de Lozano, o time continuava a empurrar o time brasileiro contra seu próprio campo, e num vacilo do sistema defensivo, Vega, que entrara na partida a pouco, cruzou, Yan Couto foi tentar cortar e jogou contra as próprias redes; 1 x 2.

No clima da torcida, que lotou o estádio com mais de 80 mil torcedores, o México continuava a pressionar e, depois de escanteio batido, Martinez cabeceou, Alisson fez boa defesa, mas quando o mesmo camisa 29 pegou rebote e chutou o goleiro brasileiro tomou o gol no seu canto, configurando um falha de posicionamento; 2 x 2

Faltavam poucos minutos e parecia que o jogo se encaminhava para o empate. Vinícius Jr, que foi o melhor jogador da Liga dos Campeões, atuando pelo Madrid, fez mais uma partida apagada pela seleção, porém em uma jogada ele acabou sendo fundamental. Quando o camisa 7 tirou dois marcadores e cruzou na cabeça de Endrick, a zaga mexicana "cochilou" e o camisa 9, já nos acréscimos, fez o gol da segunda vitória no ano do Brasil. 2 x 3.

Na quarta-feira o Brasil joga contra os EUA, em mais um jogo de preparação para Copa América, de olho na estreia contra a Costa Rica, dia 24 de junho. Já o México amarga mais essa derrota e tentará se reerguer no jogo contra a Jamaica, já valendo pela competição continental.

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